sábado, 29 de janeiro de 2011

Reflexões sobre o Cineclubismo

Reflexões de Luciano, do Cine Juparanã, de Linhares:

"É sim tarde da noite, ou melhor, já é madrugada a fora, que por aqui sigo assistindo alguns curta metragens, entre eles me deparo com o Curta "Meninos da Guarani" de Markus Konká, e me leva a refletir sobre a violência urbana, mais que isso, sobre os talentos e chamas de esperança que se apagam nas ruas de nossas cidades.
 
E o que fazemos nós? Como apenas refletir?
 
Quando todo processo de humanização, toda luta por mais dignidade, vai atravessar as chamadas de marketing de nossos Governantes e se tornarem realmente reais?
 
Dai , sinto o calor do cineclubismo que acredito, a possiblidade de levar as pessoas a refletirem sobre o cotidiano e a realidade através da tela, da imagem em movimento. E, baseado neste contexto, me vem à mente a lembrança de muitos dos Cineclubes do Rio de Janeiro que persistem exibindo nos bairros de periferia. É, de fato, uma oportunidade, além da democratização do acesso ao cinema, da formação de espaços de resistência e reflexão, quando, através do cineclubismo, podemos contribuir para um caldo cultural que possa incentivar mudanças de atitude e comportamentos. Um espaço que após a exibição de filme, passa a ser um espaço de reflexão e ações, no que tange à busca por condições dignas de vida.
 
Poderia citar dentro do universo que tenho por conhecimento, o trabalho do Cineclube Olho da Rua e do Cineclube Kbeça que funcionam no ES. Me vem o Centro de Referência da Juventude e algumas ações que são realizadas ali.
 
Dai, conclamo os cineclubes a manter vivas estas chamas de esperanças, crianças e jovens, mantê-los pensantes sempre, vivos de cultura e atitudes de paz, buscando e sonhando sempre com um amanhã melhor, com mais oportunidades.
 
É neste cineclubismo que eu acredito, acredito que dentro do conceito desta viajem minha, sendo delírio ou não, começamos bem, quando pensamos em cineclubismo e educação, mas precisamos e podemos pensar mais, dentro do universo do cineclubismo e suas ações. Temos cineclubes ambientais discutindo a questão ambiental, temos cineclubes discutindo a questão da sexualidade, temos cineclubes discutindo a violência, temos uma alta gama de variáveis. E creio ou acredito que precisamos buscar formas e projetos, a nível de Conselho Nacional, que possam contribuir para um Brasil mais digno, um Brasil de paz, um encontro de nossa pluralidade e diversidade cultural, na busca de uma cultura de paz. Uma ação que possa contemplar todas estas variáveis.
 
O cineclubismo que acredito é capaz de transformar comportamentos, capaz sugerir ações, e capaz de ser um caldo para o nascimento de idéias e pensadores.
 
Necessitamos cada vez mais ocupar os espaços então ocupados pela violência e morte, precisamos invadir estes espaços mal ocupados, seja através do cinema, seja através de outras e diversas manifestações.
 
E que esta ocupação não seja fruto da mídia ou de discursos de Governos preocupados com o voto ou com a Campanha do ano que vem, mas fruto de Políticas Públicas e da organização da sociedade civil, que não seja de fora para dentro mas de dentro para dentro, aliando a conciência comum de cada um em sua comunidade somado a ações coletivas.
 
Me perco em toda odisséia do que estou pensando agora, mas me deixo levar por acreditar que o cineclube é ferramenta fundamental no que tange a formação de idéias e pensadores, no que tange a formação do cidadão e formação de atitudes e ações.
 
Eu fico, no texto de Augusto Cury no Romance o Vendedor de Sonhos, quando um andarilho se curva diante dos Professores e declara: " Uma sociedade que aparelha muito mais quem pune do que quem educa, é uma sociedade doente."
 
Logo me vem a frase do Cineclubista Orlando Bonfim, no filme documentário Diálogos:
"... Cineclube... é se posicionar perante a vida..."
 
Viva ao cineclubismo e suas possibilidades!
 
Por uma cultura de paz, por mais humanidade e dignidade de vida."

-- 
Luciano Guimarães de FreitasDiretor de Relações Institucionais
Cineclube Juparanã
 
 

domingo, 23 de maio de 2010

Broder estréia em setembro!

Jeferson De fala de Broder na oficina realizada em Vitória no Seminário Africanidades

domingo, 18 de outubro de 2009

Imagens da V Mostra de Produção Independente

 

1- Maria Lúcia, Jeferson De (o fotógrafo!) e eu na festa de abertura.

                                2- Zózimo Bulbul, Jeferson De e Felipe.


3- Mirian, Tatiana Rosa, Domingas Dealdina, Selma Dealdina, Joel Zito Araújo, Val e eu.


4-Ao centro, Saskia Sá (presidente do CNC) e João Baptista Pimentel (CNC), ladeados das produtoras Alana e Andréa Ribeiro.


5- Fabrício Noronha, Penha Garcia, Tião Xará, Hugo Reis e Fran de Oliveira(Casa Melancia).


6- Simone Alvin, Jeferson De e Jefinho Pinheiro (diretor de Agrados para Cloé).


7- Garotada das escolas públicas Almirante Barroso, Renato Pacheco e Aristóbulo B. Leão na Mostra Ação Audiovisual.


8- Meninas do apoio distribuem refri e pipoca para a garotada.


9 - Paulo Gois e Maria Inês Dieuzeide (Assessoria de comunicação).


10-Casa pronta para a Mostra.


11-Debate com Luciano Vidigal e Luciana Bezerra (Nós do Morro), Sáskia Sá (CNC), Fábio Carvalho e Thayane (Fórum estadual da Juventude Negra.


12- Zózimo Bubul, Biza Vianna e Jeferson De na platéia.


13- Luciano Vidigal (Nós do Cinema).


14- A simpatia da Zezé Motta, posando com as bravas meninas do apoio.


15-Sagaz e Pandora apresentam os premiados da V Mostra.


16- Zezé Motta homenageia Markus Konká.



17- Os grandes premiados Ramon Zagoto e Natanael Souza, autores do vídeo Maicoun Diequison, com o ator Carlos Henrrique Abelhão.


18- Zezé Motta e Pe. Kelder José Brandão, coordenador da Pastoral da Arquidiose de Vitória.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Cinema em Negro e Negro

Clique na imagem para ver a programação

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Curta a Educação

Amanhã, dia 29 de setembro, 14h, Curta a Educação apresenta: Histórias do Cinema Brasileiro, uma seleção de curtas da Programadora Brasil sobre o cinema nacional.

Filmes:

Simeão Martiniano, o Camelô do Cinema - Clara Angélia e Hilton Lacerda - 14'
sinopse: documentário que usa a ficção para falar sobre a perspectiva de um cineasta-camelô alagoano radicado em Pernambuco.

O homem do Morcego - Ruy Solberg - 17'
Documentário sobre Mário Peixoto, um dos pioneiros do cinema brasileiro, autor de "Limite", clássico da década de 30.

Como se Morre no Cinema - Luelane Corrêa - 20'
Docu-ficção: memórias autobiográficas do papagaio que participou da filmagem do clássico Vidas Secas, de Nelson Pereira dos Santos, em 1962.

domingo, 13 de setembro de 2009

Selecionados para a Mostra Cinema em Negro e Negro

A comissão de seleção da Mostra, formada por Ana Cristina Murta, Fran de Oliveira, Lizandro Nunes, Luciana Gama e Hugo Reis, assistiu a todo o material inscrito, avaliou as produções e depois organizou as diversas propostas estéticas e gêneros para compor a Mostra Competitiva. 24 produções foram selecionadas.

A V Mostra Produção Independente - Cinema em Negro & Negro abordará a produção audiovisual do cinema negro envolvendo o circuito cultural Brasil e África. Para isso, o evento contará com um seminário para discutir a temática e com uma Mostra Paralela que exibirá produções do cinema negro.

Resultado da seleção para a Mostra Competitiva da 5ª Mostra Produção Independente - Cinema em Negro & Negro

A Retomada do Linharinho / Ricardo Sá / 11'

Agrados para Cloê / Jefinho Pinheiro / 21'

Any Distance / Gabriele Stein / 3'10"

Avenca / Erly Vieira Jr / 10'

Cineclipe - A Sorte da Bússola Sem Norte / Gustavo Macaco / 8'

Cinema de Janela / Fabricio Noronha / 5'

Como se fosse ontem / Gustavo Moraes / 6'

Congo a voz do tambor / Memória Digital / 18'

Controle Technique - Doctor Love / Beto / 3'

Das antigas ao myspace / David Travaglia / 13'40"

Dentro e Só / Bruna Santos Silva / 13'50"

DR / Helena Santos / 2'40"

Entre atos / Jefferson Rodrigues da Silva / 10'

Estação Itueta / Bianca Sperandio / 17'

Frames / Edson Ferreira / 14'30"

Grito do Povo / Ricardo Douglas / 15'

Judiaria / Patricia Bragatto Guimarães / 1'

Máicou Diéquison / Ramon Zagoto / 8'50"

N’goma / João Moraes / 27’

Nada está Claro / Laíssa Gamaro / 2'

O Conto da Cartomante / Sergio de Medeiros / 11’

Videoclipe "O Bom e Velho Rock N' Roll" / Daivison Franco Borges / 2'40"

Videoclipe É Assim que eu Levo a Vida / Rodolfo Almeida / 2'30"

Videoclipe Nave S/A / Renan Torres e Marcos Vinicius Colnago / 4'10"

Curta a Educação na terça

O próximo encontro do Cineclube Curta a Educação será na terça-feira, dia 15 de setembro, às 18h. Vamos curtir dois filmes muito bacanas: No Princípio Era o Verbo, de Virgínia Jorge (18min) e BMW Vermelho (22min), de Reinaldo Pinheiro e Edu Ramos

No lírico "No Princípio Era o Verbo", Virgínia Jorge trança com maestria algumas histórias e muita filosofia num bar da periferia de Vitória. Conta com interpretações deliciosas e lúdicas de atores profissionalíssimos, como Emiliano Queirós e Markus Konká, e de amadores que fazem bonito no filme.

BMW Vermelho é uma comédia deliciosa, que tem na atuação de Otávio Augusto seu ponto forte. Um prêmio inesperado num concurso torna a vida do favelado desempregado e de sua família ainda mais complicada.

A exibição acontecerá às 18h, no auditório do Centro de Educação da UFES. Programa bacana no fim da tarde.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Creative Commons e direito autoral

Uma boa apresentação da licença CC. Sinal verde para a criação coletiva.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

domingo, 30 de agosto de 2009

Como Fazer Cinema


PRIMERA LECCIÓN
Sentarse desde que amanece hasta que anochece frente a un árbol sintiendo la luz. Volver siete días seguidos y hacer lo mismo.

SEGUNDA LECCIÓN
Volver en la noche con una linterna e iluminar el árbol desde infinitos puntos.

TERCERA LECCIÓN
Colocarse a un kilómetro del árbol. Mirarlo fijamente y avanzar centímetro por centímetro hacia él hasta que después de algunas horas se tope la corteza con la nariz.

(Las dos primeras lecciones sirven para desarrollar el sentido de la luz. La tercera para desarrollar el sentido de la distancia.)

CUARTA LECCIÓN
Colocarse en un interior o paisaje y moverse pensando que el propio pecho fotografía, luego que la cara fotografía, luego el sexo, luego las manos.

QUINTA LECCIÓN
Ponte en un lugar y siente que eres el centro de él. Luego siente que estás siempre en la superficie alrededor del lugar. Al final rompe la idea de centro y superficie. Estás ahí, todo está en ti y fuera de ti al mismo tiempo. Eres aparte del lugar. Existe el lugar. ¡Tú has desaparecido!

SEXTA LECCIÓN
Busca el color en lo que no tiene color. Toma una página blanca y ve sus colores. Toma una página negra y ve sus colores. Ve los colores de un vidrio transparente. Descubre el arco iris en un pedazo de tierra, en un escupo, en una hoja seca. Expresa el color con materiales sin color. En verdad te pregunto, ¿sabes cuántos colores tiene la piel de tu cara?

SÉPTIMA LECCIÓN
Siente las yemas de tus dedos como si fueran la punta de tu lengua. Apoya las yemas en los objetos del mundo pensando que son frágiles, que la menor presión los puede quebrar. Pídeles permiso antes de tocarlos. Antes de apoyar los dedos en su superficie, siente cómo penetras en su atmósfera. Aprende a sentir y a acariciar con respeto. Cualquier acción que hagas en el mundo con tus manos o tu cuerpo puede ser una caricia.

OCTAVA LECCIÓN
Piensa que los actores viven dentro de un cuerpo como centro de una caverna. Pídeles que no griten con su boca, sino dentro de su boca. Que no expresen con la cara, sino que sientan debajo de la cara. cuando me desespero, desde adentro, doy puñetazos dentro de mi pecho que está inmóvil frente a la cámara. No me expreso con movimientos, sino con vibraciones. Vivo debajo de la superficie. La superficie del río no se mueve, pero tú sabes que lleva corrientes profundas.

NOVENA LECCIÓN
No importan los movimientos de la cámara. Ella debe moverse sólo cuando no se puede quedar quieta. Tú llevas el alimento en la mano. La cámara es un perro. Hazla que con hambre siga al alimento. El hambre hace que el animal se borre. No hay perro, hay hambre, no hay cámara. Hay acontecimientos. Nunca te puedes comer la manzana entera en el mismo instante. Tienes que dar mordiscos. Mientras comes tienes una parte. Debes saber que el trozo que mascas no es la manzana entera. Nunca puedes tener la manzana entera en la boca porque por muy grande que sea tu boca, no puede caber en ella el fruto que es parte del árbol ni el árbol que es parte de la tierra. La pantalla es tu boca. Allí entran pedazos. Partes del accidente. No intentes trabajar con tomas absolutas. No creas que existe la toma mejor. A la manzana la puedes morder en cualquier sitio. Si la manzana es dulce, no importa por dónde empieces a comerla. Preocúpate de la manzana, no de tu boca. ¡Cineasta! Antología de fragmentos, tú también un fragmento; tu película inconclusa, eres parte, eres continuación. No hay cierres. Mata la palabra fin. Empezarás una película el día en que te des cuenta que simplemente continúas. No busques el prestigio. Desdeña los efectos. No adornes. No pienses lo que la imagen va a producir. No la busques. Recibe las imágenes. La caza está prohibida. La pesca permitida.

DÉCIMA LECCIÓN
Nunca trabajes en el papel tus movimientos de cámara. Llega a los sitios pensando que no vas a mover la cámara, que no vas a iluminar, que no vas a inventar. Llega vacío, sin la menor intención. Echa a andar el motor de la cámara y vive. No crees escenas, crea accidentes. Esos accidentes no los crees en dirección a la cámara. Tú no estás haciendo una película, estás metido en un accidente. Parte del accidente son tus movimientos de la cámara.

DÉCIMO PRIMERA LECCIÓN
Y de pronto el gran placer. Una toma pensada con la cámara opinando con luz artificial, con "Actuaciones" (¡un verdadero postre!).

En verdad te digo, por este camino puedes llegar a hacer películas de Hollywood de los años 40. si quieres ser un gran cineasta de vanguardia, vuelve a filmar "Lo que el viento se llevó", exactamente igual, con actores de cuerpos gemelos a los de Clarck Gable y Vivien Leigh. Si logras que tu películas no pueda distinguirse de la original, has pasado a la historia
Alejandro Jodorowsky

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

TV de Bolso em Alegre


A partir de segunda-feira ( dia 24) estarei em Alegre para participar da Semana de Arte do Município e do Entre Comunidades. Lá ministrarei a oficina TV de Bolso, cujo objetivo é facilitar a difusão da cultura local utilizando vídeo de baixa resolução e a web. Para participar da oficina basta ter um celular que grava imagens, ou câmera fotográfica, ou aparelhos tipo MP9, etc.

Também participo com o Cineclube Curta a Educação da programação do evento. Filicio Mulinari, bolsista do Ação Audiovisual, ministrará a oficina de Montagem de Cineclube.

Confira a programação completa da semana na agenda do overmundo.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Inscrições prorrogadas

A V Mostra da Produção Independente da ABD prorrogou inscrições para a mostra competitiva até dia 20 de agosto. Participe! Mais informações no site.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Curta a Educação



Segunda-feira, dia 17 de agosto, surge mais um espaço de reflexão sobre o cinema na Ufes. É o Cineclube Curta a Educação. A proposta do Cineclube Curta a Educação é propiciar um espaço de reflexão sobre o cinema, o vídeo e o seu uso na Educação.

Unindo o projeto de extensão Ação Audiovisual, vinculado ao Programa Entre Comunidades, coordenado por Marlene Martins, ao projeto de pesquisa da mestranda em Educação pelo PPGE Claudia Rangel, na linha de pesquisa Educação e Linguagens, o cineclube Curta a Educação surge como espaço de difusão de obras cinematográficas nacionais e debate de idéias sobre a educação e o cinema. De início o Cineclube conta com a parceria da Programadora Brasil, organização ligada ao Centro Técnico do Audiovisual que atualmente tem um dos maiores catálogos de filmes nacionais de longa e curta metragem. Novas parcerias poderão surgir, ampliando ainda mais as possibilidades de exibição. Apoiando o projeto temos ainda o Polo Arte na Escola e o Centro de Educação.

Os objetivos do Curta a Educação são: proporcionar um espaço de exibição e discussão sobre o cinema e as produções audiovisuais, com ênfase nas produções nacionais; e promover a cultura cinematográfica para os alunos, servidores e docentes da Universidade, bem como demais pessoas interessadas nas relações entre cinema e Educação.

O Cineclube Curta a Educação funcionará no auditório do Centro de Educação (IC IV), durante algumas terças-feiras do segundo semestre de 2009. As sessões serão previamente divulgadas nos murais da universidade e nas listas de e-mail recolhidos durante as exibições.

Para marcar o lançamento, nos dias 17, 18 e 19 de agosto haverá uma programação mais intensa com o tema visões do Brasil.

Confira a programação de abertura:

1- 17/08/09 – 18h - O Brasil caipira no filme: A Marvada Carne, André Klotzel;

2- 18/08/09 – 9h – Cangaço e coronelismo na visão de Glauber Rocha com Deus e o Diabo na Terra do Sol;

3- 19/08/09 – 14h – Gênese do povo brasileiro na visão de Mário de Andrade com Macunaíma, de Joaquim Pedro de Andrade.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Parceria boa

O site Overmundo e a TV Brasil sempre estiveram próximos em seus interesses, difundindo conteúdo independente, dinamizando uma estrutura em rede descentralizada, buscando fugir do convencional e dando a devida importância à cultura produzida por brasileiros. Agora ambos se uniram para dar forma a uma idéia muito bacana: difundir na TV Brasil os vídeos postados na rede overmundo.

O Outro Olhar é um quadro de jornalismo participativo da TV Brasil, que tem cerca de 3 minutos e vai ar no telejornal Repórter Brasil, às 21 horas. Nele, vão ao ar vídeos não-ficcionais produzidos de forma independente (pontos de cultura, grupos sociais e cidadãos comuns, alguns de cinegrafistas amadores mesmo) que relatam um pouco das experiências locais e de manifestações culturais no Brasil.

Quem já ficou curioso pode dar uma olhada nos programas que foram ao ar no canal Outro Olhar no YouTube. Aos poucos, esses vídeos que estão lá serão postados também no Overmundo, incrementando o acervo em Creative Commons no Banco de Cultura do site. Para isso foi criado o perfil do Outro Olhar no Overmundo.

Além disso, o pessoal da produção do Outro Olhar (Patrícia Leite e Guilherme Strozi) está de olho no que está circulando no Banco de Cultura do site. Vídeos que tenham o perfil do quadro, com um cunho de registro documental ou um relato jornalístico mesmo que cru, poderão ir ao ar na TV Brasil, em horário nobre.

O primeiro vídeo a ir ao ar, no último dia 29, foi o Catando a sobrevivência, de Denilson Alves e Jhonatas Vicente. A Equipe Overmundo entra em contato com os autores sempre que seus vídeos são selecionados pela produção do Outro Olhar. Em alguns casos, é necessário lançar mão de recursos de edição (geralmente os vídeos devem ficar com cerca de dois minutos, para se encaixarem na grade da emissora) ou legendagem (nos casos em que o áudio estiver prejudicado).

Os vídeos serão selecionados pela equipe do Outro Olhar, com base nos critérios editoriais do quadro. Fica aí então o convite para que a comunidade do overmundo colabore, fazendo a sua parte: conhece uma festa tradicional, entrevistou um artista singular desconhecido, foi a um lugar incrível, poste um registro em vídeo no Overmundo.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Oficina Narrativas Visuais da Natureza

Alguns momentos da oficina Narrativas Visuais da Natureza, realizada durante o Seminário Capixaba do Ensino da Arte - Espaços de Formação.
Os trabalhos realizados nesta e nas outras oficinas ministradas durante o Seminário Capixaba de Ensino da Arte - Espaços de Formação serão publicados no site do Polo Arte na Escola. Aguardem.
(Fotos de Tatiana Rosa)

domingo, 28 de junho de 2009

V Mostra de Produção Independente da ABD&C - Cinema em Negro e Negro



A V Mostra Produção Independente da ABD&C/ES, vai acontecer em outubro de 2009 (de 13 a 17). O tema desta edição é o cinema negro. Com o título “Cinema em Negro & Negro”, o evento exibirá em sua mostra não competitiva produções relacionadas com a temática produzidas no Espírito Santo, no Brasil e em países africanos. Entre os destaques do evento, está o cineasta Zózimo Bulbul, que fará a curadoria da programação de uma das noites e estará presente para debater a sua cinematografia.

A Mostra Competitiva já está recebendo inscrições. Realizadores locais podem inscrever os seus trabalhos até o dia 10 de agosto através do site da ABD&C Capixaba. Poderão se inscrever produções capixabas que não tenham sido selecionada em nenhuma das mostras anteriores da ABD&C/ES, não importando duração, gênero, formato ou ano de finalização ou tema. Os filmes que trabalharem a temática racial concorrerão a uma premiação especial.

Além das exibições, a Mostra terá em sua programação um seminário para tratar da produção audiovisual do cinema negro, envolvendo o circuito cultural Brasil e África. Para isso, contará com a presença de realizadores convidados que debaterão os seus filmes com o público.

Durante o evento, serão lançados a 2ª edição da revista Milímetros, que trará um panorama do cinema negro no Brasil, e o DVD Coletânea com as produções exibidas na Mostra Competitiva. Oficinas de realização e cineclubismo também serão oferecidas para público do evento. Toda a programação da V Mostra Produção Independente é gratuita.

A lista com o nome das produções selecionadas para a Mostra Competitiva será divulgada no dia 17 de agosto de 2009 no site da ABD&C/ES. Os dois filmes premiados na V Mostra Produção Independente serão divulgados na última sessão da Mostra que acontecerá no Cine Metrópolis-Ufes, no dia 17 de outubro, a partir das 20h.

As produções selecionadas concorrerão ao prêmio de melhor filme capixaba e ao prêmio especial para obras audiovisuais que tratem do tema do evento. As obras da Mostra Competitiva também farão parte do DVD Coletânea, que será distribuído gratuitamente e sem fins comerciais.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

No princípio era o verbo


Para quem ainda não viu e para quem quer rever é uma ótima oportunidade: quinta-feira, dia 25 de junho, tem exibição do curta da Virgínia Jorge "No Princípio Era o Verbo" dentro da programação do VIII Seminário capixaba de Ensino da Arte - Espaços de Formação. O curta será exibido no Metrópolis Cineclube, na Ufes, às 8h da manhã. Após a exibição haverá espaço para um bate-papo rápido com o público (bem rapidinho, pois a mesa redonda do Seminário começa em seguida!

O filme é uma pequena (18min) pérola da cinematografia nacional. Uma história singela, com interpretações deliciosas (destaque para Emiliano Queiroz) que encerra em si uma profunda reflexão filosófica sobre a vida.

Currículo do filme:
- XII Vitória Cinevídeo: Prêmio de Júri Popular
- Exibido no Guarnicê
- 8º Festival Internacional de Curtas-metragem de BH: Melhor Curta-metragem em 35mm segundo a crítica e Melhores Atores Brasileiros para Darcy do Espírito Santo e Fábio Matos
- 34º Festival de Cinema de Gramado: Prêmio Especial do Júri, Melhor Roteiro, Prêmio Aquisição Canal Brasil
- 17º Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo: Prêmio Espaço Unibanco de Cinema
-Exibido no Festival de Cinema de Goiânia
-Exibido no Festival Audiovisual de Varginha
- Vencedor do 1º AXN Film Festival
- Exibido no Curta Cinema 2006
-Festival de Atibaia Internacional do Audiovisual: Prêmio de Melhor Ator para Augusto Madeira
- Curta SE 7: Melhor curta em 35mm, Melhor filme segundo o Júri Popular
- 11º Festival Brasileiro de Cinema de Miami: Melhor Direção de curta-metragem e melhor Filme de curta-metragem.

sábado, 30 de maio de 2009

a cidade que mora em mim





Oficina realizada no Curso de Formação e Atualização em Saúde Mental, dia 23 de maio. O curso começou em abril e acontece todos os sábados na Ufes. O tema do curso nesse sábado foi a ocupação de território: a cidade. Pela manhã aconteceu a mesa redonda com Fernando Schubert (ativista de ocupação de territórios), Luis Antônio Batista, prof. da UFF, Milton Esteves, prof. da Ufes e Moema Rebouças, da Ufes. À tarde os participantes discutiram a articulação entre os temas tratados e o seu cotidiano no trabalho. O dia terminou com a oficina A Cidade que Mora em Mim, na qual participei como oficineira. Foi a minha primeira participação na oficina e foi uma experiência muito gratificante trabalhar, numa mesma sala, com psicólogos, cuidadores, estudantes e usuários dos Capes da Grande Vitória.

domingo, 26 de abril de 2009

Narrativas visuais da natureza

De 23 a 26 de junho acontecerá o VIII Seminário Capixaba sobre o Ensino da Arte, em Vitória. A coordenação do evento é da Prof. Dra. Moema Rebouças, minha orientadora no mestrado, e das professoras do Centro de Artes Dra. Maria Gorete Dadalto (Departamento de Desenho Industrial) e Dra. Maria Auxiliadora Corassa (Departamento de Música e Teoria da Arte).

Durante o evento, que será transmitido em tempo real para os polos da EAD do interior do estado, realizarei a oficina Narrativas Visuais da Natureza, cujo objetivo é proporcionar aos participantes elaborar e organizar a narrativa visual por meio da fotografia e compreender as especificidades dos modelos narrativos visuais.

Os participantes farão um passeio pelo Parque da Pedra da Cebola, onde farão a captura das fotografias em meio digital (câmeras, celulares, MP4, etc). Depois, o material será editado e mostrado para toda a turma, que analisará os trabalhos.

Contar uma história por meio da fotografia, usando para isso recursos comuns no dia a dia (câmeras simples, celulares, computador doméstico, etc) é uma forma de fixar algumas noções básicas da imagem fotográfica, tais como enquadramento e plano, espacialidade e continuidade, etc.

A atividade é uma forma de introduzir um diálogo entre os professores de artes e os demais professores da escola: o tema natureza é vasto para tratar de disciplinas tais como Geografia (paisagens vegetais, recursos naturais, meio ambiente e meio social, construção e ocupação do espaço, etc), História (Mitos da Criação, concepções da humanidade sobre a natureza ao longo do tempo, etc), Ciências Naturais (Biologia, Zoologia, Ecologia, Química), Filosofia (a mimesis grega - os conceitos de imitação e representação), Linguagens (música, poesia, literatura, etc).

Alguns exemplos sobre as diferentes formar de representar a natureza ao longo da História:
Pintura na rocha - Serra da Capivara

Egito

Afresco Villa Lívia - Roma

Japão - vento

Bruegel - A Queda de Ícaro

Turner - naufrágio

Monet - Giverny

Ansel Adms - Rocks